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Peptídeo — Atualização 2026

Por Redação · publicado 2025-08-05 · última revisão 2025-08-30 · Topic

Peptídeo aparece com frequência em conversas e raramente com contexto. Aqui vão primeiro os fundamentos, depois as considerações práticas.

Revisado em 2025-08-30. O que continua em debate é marcado como tal.

Estabilidade e armazenamento

A mutilação genital feminina (MGF), também por vezes chamada de circuncisão feminina, termo que a comunidade médica rejeita, é a remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos. Geralmente executada por um circuncisador tradicional com a utilização de uma lâmina de corte, com ou sem anestesia, a MGF concentra-se em 27 países africanos, Indonésia, Iémen e no Curdistão iraquiano, sendo também praticada em vários outros locais na Ásia, no Médio Oriente e em comunidades expatriadas em todo o mundo. Mais de metade dos casos documentados pela Unicef concentram-se em apenas 3 países (Indonésia, Egito e Etiópia). A idade em que é realizada varia entre alguns dias após o nascimento e a puberdade. Em metade dos países com dados disponíveis, a maior parte das jovens é mutilada antes dos cinco anos de idade. Os procedimentos diferem de acordo com o grupo étnico. Geralmente incluem a remoção do clítoris e do prepúcio clitoriano e, na forma mais grave, a remoção dos grandes e pequenos lábios e encerramento da vulva. Neste último procedimento, denominado "infibulação", é deixado um pequeno orifício para a passagem da urina e o sangue da menstruação e a vagina é aberta para relações sexuais e parto. As consequências para a saúde dependem do procedimento, mas geralmente incluem infeções recorrentes, dor crónica, dificuldade de urinar ou escoar o fluxo menstrual, cistos, impossibilidade de engravidar, complicações durante o parto e hemorragias fatais. Não são conhecidos quaisquer benefícios médicos.

Fontes: pt.wikipedia.org

Notas práticas

A prática tem raízes nas desigualdades de género, em tentativas de controlar a sexualidade da mulher e em ideias sobre pureza, modéstia e estética. É geralmente iniciada e executada por mulheres, que a vêem como motivo de honra e receiam que se não a realizarem a intervenção as filhas e netas ficarão expostas à exclusão social. Mais de 130 milhões de mulheres e jovens foram alvo de mutilação genital nos 29 países onde é mais frequente. Entre estas, mais de oito milhões foram infibuladas, uma prática que na sua maioria ocorre no Djibuti, Eritreia, Somália e Sudão. A mutilação genital feminina vem sendo ilegalizada ou restringida em grande parte dos países onde é comum, embora haja grandes dificuldades em fazer cumprir a lei. Desde a década de 1970 existem esforços internacionais para abolir esta prática. Em 2012, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu a mutilação genital feminina como violação de direitos humanos e votou de forma unânime pela intensificação dos esforços pela sua abolição.

Fontes: pt.wikipedia.org

Comparação com alternativas

== Origem histórica == As origens da MGF são desconhecidas. Gerry Mackie pensa que a prática teria começado no Reino de Cuxe (actual Sudão) no 1º ou 2º milênio a.C. e sugere que a infibulação teria sido criada em um contexto de poliginia para garantir a paternidade das crianças. O exame de múmias egípcias não mostrou nenhum sinal de MGF. Citando o anatomista australiano Grafton Elliot Smith, que estudou centenas de múmias no início do século XX, Mary Knight observa que as regiões genitais podem parecer MGF de tipo III, mas acrescenta que isso está relacionado à deterioração ou remoção pós-mortem de tecidos moles por embalsamadores; estas razões também impedem qualquer identificação de um tipo I ou II. Contudo, supõe-se geralmente que a MGF se originou no Egito faraónico, e que essa seria a origem do termo "circuncisão faraônica". A primeira menção conhecida da circuncisão masculina e feminina aparece em escritos do geógrafo e historiador grego Estrabão, que, visitando o Egito cerca de de 25 a.C., escreveu, no seu trabalho Geografia, que "um dos costumes mais zelosamente observados entre os egípcios é esse, eles educam escrupulosamente todas as crianças que nasceram, e circuncidam os machos e excisam as fêmeas". Um papiro grego datado de 163 a.C. mencionou a operação realizada em meninas em Memphis, no Egito, na época em que receberam seus dotes, apoiando teorias de que a MGF se originou como uma forma de iniciação de mulheres jovens. Quaisquer que sejam as origens da prática, a infibulação vinculou-se à escravidão.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Questões em aberto

Gerry Mackie cita o missionário português João dos Santos, que em 1609 escreveu sobre um grupo perto de Mogadíscio que tinha o "costume de costurar suas fêmeas, especialmente suas escravas jovens para torná-las incapazes de concepção, o que torna esses escravos mais caros, tanto pela sua castidade como por uma maior confiança que seus Mestres colocam nelas ". Assim, Mackie argumenta, uma "prática associada à vergonhosa escravidão feminina veio a representar honra". Numa época mais próxima da actual, ginecologistas da Europa do século XIX e dos Estados Unidos retiravam o clitóris para tratar a loucura e a masturbação. Um médico britânico, Robert Thomas, sugeriu a clitoridectomia como uma cura para a ninfomania em 1813. A primeira clitoridectomia relatada no Ocidente, descrita em The Lancet em 1825, foi realizada em 1822 em Berlim por Karl Ferdinand von Graefe em uma menina de 15 anos que se masturbava excessivamente. Isaac Baker Brown, um ginecologista inglês, presidente da Medical Society of London e co-fundador em 1845 do St. Mary Hospital, acreditava que a masturbação ou "irritação não natural " do clitóris, causava histeria, irritação espinhal, convulsões, idiotice, manias e até morte. Logo, removia o clitóris " sempre que tinha a oportunidade de fazê-lo". Os resultados não eram, de modo algum, satisfatórios, mas Brown realizou várias clitoridectomias entre 1859 e 1866. Quando expôs num livro os seus pontos de vista, caiu em desgraça junto dos seus pares, que o acusaram de charlatanismo e o expulsaram da Sociedade de Obstetrícia de Londres.

Fontes: pt.wikipedia.org

Perguntas frequentes

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